6.7.15

Amor Ilusionista




Durante toda a noite, sonhei. Sonhei com você, ou melhor, com nós. Enquanto revirava em minha cama, na tentativa de conseguir dormir, milhares de pensamentos pairavam sobre a minha cabeça, e você estava em todos eles. Em todas as minhas preocupações e nos meus problemas a serem resolvidos de imediato. Com muito esforço e uma dose de calmante, consegui pegar no sono. Talvez por ter pensado tanto em você antes de dormir. Há uma lenda (até hoje não sei se ela é verdadeira) que diz que, quando você pensa muito em alguém ou em alguma coisa antes de dormir, você atrai tudo isso para o seu sonho. Uma daquelas maluquices proclamadas pelo senso comum, mas que, pensando bem, acabam sendo verdades. Tive um sonho lindo. Por instantes, desejei nunca mais sair dele. Lá, estávamos juntos, felizes e totalmente apaixonados, sem qualquer crise à vista. Éramos aquele molde de casal perfeito dos filmes americanos, daquelas lindas comédias românticas das telas de Hollywood. Recordo-me bem do longo caminho que seguíamos. Sem qualquer rumo, traçando direções nada premeditadas. Íamos sem saber para onde. Somente com a certeza de que, para qualquer local que fosse, nós estaríamos juntos. Com toda a lentidão daquele sonho memorável, procurava permanecer de olhos fechados, sem ser incomodada por qualquer assopro do vento ou o ruído dos gatos. Não queria que nada atrapalhasse aquele nosso momento, talvez, o momento mais esperado da minha vida: o que eu estava unida com você, tanto emocional e fisicamente. Insuportavelmente, o telefone toca compulsivamente, à espera de qualquer pessoa que o tire do gancho e susurre qualquer palavra. Despertando de meus sonhos, ponho-me a pensar que tudo não passou de um mero desejo de meu íntimo, de uma falsa perspectiva de relacionamento amoroso. Era somente uma falsa esperança de um amor que nunca existiu…e nunca existiria.






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